terça-feira, 21 de maio de 2013

Globo homenageia Tim Maia no programa "Por toda minha vida"

Exibido em 14/12/2007, na Rede Globo, o programa "Por Toda Minha Vida" apresentado por Fernanda Lima, homenageou o nosso eterno Síndico.

Com uma estrutura que compreende depoimentos de familiares e amigos, dramatização e trechos de shows e reportagens, o programa destaca os momentos mais importantes da trajetória de Sebastião Rodrigues Maia.

No especial, Tim será interpretado, na infância, por Bruno Arguilhes Fisher, na adolescência, por Robson Nunes, e, na fase adulta, por Charles Maia.



Post por Luciana Nascimento

domingo, 19 de maio de 2013

Tim Maia tribute on East Village Radio


O famoso programa East Village Radio, gravado ao vivo em Nova York e apresentado por Paul Heck da Red Hot, um grande fã do nosso síndico, também prestou suas homenagens e dedicou uma edição especialmente ao nosso artista. Paul ajudou na compilação da coletânea lançada em comemoração aos 70 anos de Tim.
Para ouvir o programa, click aqui.










Post por Luís Felipe

Matéria no site Veja.com

O site Veja.com traz uma reportagem especial sobre a vida de Tim Maia. A matéria relembra frases marcantes, histórias, fotos e até a dieta deste grande ícone da música brasileira. Para conferir click aqui.



Post por Raphael Silva

quarta-feira, 15 de maio de 2013

As loucuras de Tim


Ele era único! Tão famosas quanto suas músicas eram suas loucuras. Mas ele era tão talentoso, que não precisava de imagem para se promover. Se precisasse, não conseguiria. Ele ficou anos proibido de se apresentar na TV Globo por causa de um desentendimento com Boni. Bom, pelo menos, pode-se dizer que ele era sincero e falava o que pensava.

O que não faltava era publicidade contra ele. A proprietária do Circo Voador, indignada por Tim não ter comparecido a um show enquanto uma multidão o aguardava, colocou uma enorme faixa em frente ao Circo dizendo "Tim não vai tocar pois está doidão".

Ele tinha uma frase: "O problema do gordo é que se ele beija, não penetra, e quando penetra, não beija."

E resolveu ir para um spa. Após uma semana de caldos, sucos e folhas, fugiu com a roupa do corpo em um caminhão de entrega de leite e mandou seu secretário ir para a churrascaria Carretão, em Ipanema, com o talão de cheques dele. Quando chegou lá, encontrou Tim em torno de feijão, arroz, carne e batata. Naquele dia, ele havia chegado ao meio dia e saído às 20 horas da churrascaria.

Na primeira entrevista, ele disse: "Fiz uma dieta rigorosa! Cortei álcool, gorduras e açúcar. Em duas semanas perdi 14 dias".

No dia 28 de setembro de 1974, Tim completaria 32 anos e faria um show em Além Paraíba, cidade origem de sua família, no interior do Rio. Ele havia sido contratado pelo Lions, que fez questão de instalar ele e a banda no melhor hotel da cidade. Tim começou as comemorações pelos bares da cidade e voltou ao hotel cambaleando. Ao chegar no seu quarto, apagou.

O pessoal do Lions, em desespero, foi ao quarto do hotel 3 vezes para tentar acordar o cantor. Enquanto isso, o prefeito e uma multidão o esperavam cantando "parabéns pra você". Somente na quarta tentativa, ele acordou e foi para o show cambaleando. Ao invés de parabéns, Tim foi recebido com vaias. Respondeu xingando o público e saiu deixando a banda na fogueira. O delegado da cidade, em meio a confusão e com o quarto onde estavam hospedados com cheiro de maconha, deu voz de prisão à banda. Tim, a essa altura, já estava em um táxi a caminho do Rio.

Tim tinha uma relação muito familiar com sua equipe. Um dos músicos de sua banda, Carlos Dafé, relata que se assustou com a primeira visão que teve do cantor. Ele estava em um hotel no Lido (Copacabana) que era freqüentado por prostitutas e o recebeu nu. Por sorte, estava enrolado em um cobertor com Janete, uma prostituta que era sua amante. Tim falou para ele ficar tranqüilo pois estava contratado e já foi logo dando um cigarro de maconha para ele. Inclusive uma das coisas que Tim mais gostava era oferecer maconha para as pessoas, principalmente para aqueles que nunca haviam fumado.

Na época das vacas magras, Tim tinha um Fusca velho. Após fumar muitos "baseados" com sua banda, pediu que eles fossem comprar uma comida congelada que ele adorava, falando que não podia ficar na "larica" . Os músicos não queriam ir pois o carro estava em péssimas condições, poderia parar de funcionar a qualquer momento. Mas Tim insistiu muito e eles foram. Na primeira blitz foram parados e o guarda queria levar o carro devido às condições do veículo e prendê-los. Tim era uma autoridade respeitada para todos. Os músicos argumentaram que ele não poderia fazer isso pois eles eram "Os Músicos do Tim Maia" e mostraram a capa do disco em que eles apareciam. O guarda se convenceu e quis ficar não apenas com a capa mas também quis ir pessoalmente à casa de Tim para pegar o disco. Tim recebeu-o e fez questão de acender um "baseado" para o policial. Este momento inspirou a música "Acenda o farol".



Post por Marcelle Bottini

Tim no Especial Roberto Carlos de 1985

Em 1985, Roberto Carlos foi pessoalmente a editora Seroma convidar Tim para seu especial de fim de ano na Globo. O programa foi dirigido pro Augusto César Vannucci e escrito pela dupla Boscoli e Miele. Começava com um pequeno diálogo entre Erasmo e Roberto, relembrando os velhos tempos de Tijuca, dos Sputniks e de um gordinho talentoso. E Tim e Roberto cantavam “Pede a ela”, um com sua voz doce, discreta, e o outro com a sua no volume máximo de fúria e romantismo.


Vídeo do encontro:


Post por Anderson da Costa

terça-feira, 14 de maio de 2013

Uma figura e de Humor Ácido


Claudio Mazza

“Alô, Vitória Régia!”. Era só ouvir essa frase dita pelo Síndico para saber que a diversão estava garantida. Mas o que era Vitória Régia? Nada mais e nada menos a banda que o acompanhou por 22 anos. Batizada, assim, com o nome do local onde ele ensaiava com os seus músicos escolhidos criteriosamente: à ladeira Vitória Régia 165. É o que nos conta o tecladista da banda e que hoje também assume os vocais Claudio Mazza que esteve com Tim Maia nos seus últimos anos de vida.

Mazza teve seu primeiro contato com o grande mestre da MPB ainda pequeno em um clube em que seu pai fazia empréstimo de instrumentos, porém só fora trabalhar com ele após ser apresentado pelo produtor musical Almir Chediak, já falecido, na gravação da música ‘Aquele Abraço’. O tecladista que tocou ao lado de Tim Maia durante 9 anos não escapou de ter algum atrito com o músico: “foram duas ou três discussões horríveis. E sempre foi para defender os outros companheiros da banda quando erravam a nota, pois o Tim exigia uma alta qualidade musical. Ele era uma antena”. Apesar desses desentendimentos profissionais o tecladista elogia bastante o Sindico da MPB: “Ele era um cara que detinha muita cultura. Buscava muita informação principalmente sobre música: Samba, Bossa Nordestina e é claro Soul Music. Trabalhar com ele foi uma grande escola”. E o define como “uma figura de humor ácido e muito amigável”.

Sobre os shows que o cantor não comparecia ou atrasava, Claudio Mazza nos contou que toda vez que isso acontecia “era quando ele estava doente, ou doidão, ou até mesmo estava com algum oficial de justiça”. Ele ainda nos revelou que “quando Tim via algum movimento estranho ou alguém com terno e gravata ele saia de onde estava”.

No último show de Tim Maia, do qual o músico passou mal e que estava sendo gravado para um especial para a televisão, no Teatro Municipal de Niterói (RJ), Mazza estava lá e não acreditou no que via: “Achei que ele estivesse brincando. Fiquei sem chão”. E depois dos 15 anos da morte do cantor ele ainda sente falta de sua presença ilustre principalmente quando sobe ao palco para cantar seus maiores sucessos: “tanto eu quanto meus colegas sentimos um vazio. Mas estamos sobrevivendo”. E diz que o maior legado deixado por ele é quanto à importância da música, pois sem ela “teríamos uma inteligência rasa”.

Atualmente Claudio Mazza juntamente com os seus companheiros de banda vêm fazendo shows de maneira bem mais calma do que na época em que Tim Maia estava vivo. E a banda prepara um CD com músicas inéditas que têm influência do “gênio da música”.

Claudio Mazza tocando e cantando no Do Leme ao Pontal. Foto retirada da página do Facebook da Banda Vitória Régia


Post por Aryanne Dos Santos

domingo, 12 de maio de 2013

Entrevista com Pablo Ascoli, o Erasmo Carlos em Tim Maia "Vale Tudo" - O Musical

Pablo Ascoli faz parte do elenco do musical Tim Maia “Vale Tudo” – O Musical, dirigido por João Fonseca, que está em cartaz no Theatro NET Rio há mais de cinco meses, devido ao enorme sucesso.

O ator interpreta Erasmo Carlos, grande amigo do nosso Síndico, e conta para a gente um pouco da sua experiência nesse grande espetáculo. Confira:


BCS: Você interpretou Erasmo Carlos, amigo de longa data de Tim Maia. Como foi essa experiência? Como você fez para conhecer Tim tão intimamente a ponto de interpretar um de seus maiores amigos?

PA: Todo o nosso processo de trabalho começou pela biografia do Tim Maia, que foi escrita pelo Nelson Motta. Ali a gente pode conhecer um pouco mais da intimidade do Tim. Eu mesmo não sabia dessa relação entre eles, nunca imaginei. Além disso, o próprio Nelson, amigo intimo do Tim, teve algumas conversas com a gente para alimentar ainda mais o nosso processo criativo. Após tudo isso, fui ver vídeos, fotos, coisas que me colocassem dentro do universo do Erasmo e mais próximo da época em que o interpreto no espetáculo.


BCS: Em uma de suas apresentações, o próprio Erasmo estava entre os presentes na plateia e, além de se identificar com a sua representação, também se emocionou muito com o seu trabalho. O que você sentiu nesse dia?

PA: Esse dia foi especial demais em vários sentidos. Era a nossa estreia VIP e muitas pessoas importantes, que avaliariam nosso trabalho e o fariam ser o que é hoje, estariam presentes. Porém, o mais especial para todos nós foi o fato de uma figura viva estar ali presente, bem na terceira fileira. Eu não sabia, descobri quando entrei em cena. Quase morri (risos). Evitei olhá-lo durante o espetáculo. No final, tentei falar com ele mas soube que saiu correndo e que não queria falar com ninguém e nem dar entrevistas, pois estava extremamente emocionado. No dia seguinte, mandou um e-mail ao Nelson Motta e pediu para que encaminhasse ao elenco dizendo que não aguentou tanta emoção em ver sua vida, seus amigos, sua história ali sendo interpretada. Ficou muito feliz e disse que o fiz muito bem (risos). 


BCS: Antes de fazer parte do elenco de Tim Maia: Vale Tudo - O Musical, qual era a sua relação com Tim? Era fã, conhecia as suas músicas e personalidade?

PA: Tim Maia está presente na vida de todo mundo, não é?! Não tem como não ouvir, não curtir. Sempre gostei da levada Soul dele, inovando no Brasil um estilo maravilhoso. Nunca fui fã, mas sempre gostei. Um episódio interessante, é que eu trabalhava no Teatro Municipal de Niterói quando ele fez o show e passou mal... aquilo me marcou muito! 


BCS: Entre tudo que você aprendeu e viveu, qual foi a melhor parte de participar desse espetáculo? O que você levou de melhor dessa experiência?

PA: São duas coisas fantásticas nesse trabalho. Uma é ter a experiência de ser dirigido pelo maravilhoso João Fonseca, com quem aprendo diariamente. Outra é viver ao lado desse meu elenco que tanto amo, afinal, já é muito tempo junto. Eles viraram uma família para mim. E que família abençoada!


BCS: Como foi fazer um musical sobre o Tim Maia? Qual a maior dificuldade que você sentiu/sente por ter uma repercussão tão grande?

PA: Nenhuma biografia é fácil, não é?! A gente sempre esbarra em escolher o que contar, afinal, não dá para contar tudo. Em 3 horas de peça, não contamos nem 1/3 da vida dele. Quanto à repercussão, não vejo problema nisso. A vontade que dá é de que todos consigam assistir/conhecer a obra desse cara incrível que foi o Tim. Então, quanto maior o número de expectadores, melhor! Meu ofício é trazer alegria, é transformar as pessoas, e que elas sempre saiam do teatro diferentes do que entraram!


Pablo Ascoli

Muito obrigada, Pablo. Nós aqui do Blog Chama o Síndico desejamos ainda mais sucesso para o musical e para você!



Post por Larissa Acosta e Rafaela de Toledo

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Jimmy, the Brazilian


Em Tarrytown, cidadezinha de 11 mil habitantes, 40 km ao norte de Nova York, Tim Maia fez um pouco de tudo, inclusive bicos como garoto de programa para as senhoras do povoado.

Ele se fixou ilegalmente nos EUA em 1959, aos 17 anos, se estabelecendo em Tarrytown, onde tinha o contato de uma família amiga do Brasil. Lá entregou pizza, trabalhou de zelador, em asilo e fez uma imersão na música e cultura americanas (à época, era efervescente a cena musical de Tarrytown).

Na cidade do condado de Westchester, o jovem Tim compôs "New Love", música que regravou em 1973, já famoso, e teve a primeira das cinco passagens pela polícia americana.

Quem relembra e conta as histórias é o músico americano Roger Bruno, 66, co-autor de "New Love" e parceiro da The Ideals, banda da qual Tim Maia fez parte nos EUA. "Acima de tudo, ele era muito focado na música, levava tudo muito a sério", conta Roger Bruno, que perdeu contato com o brasileiro depois de sua prisão.

A temporada americana de Tim terminou em 1964, após passar seis meses preso na Flórida (por ser flagrado fumando maconha com três homens num carro roubado) e ser deportado para o Brasil.

Os amigos americanos recordam Tim como "Jimmy, the Brazilian". Roger Bruno conta que só em 2007, por meio do jornalista Allen Thayer, descobriu que o ex-colega, anos mais tarde, havia se transformado em Tim Maia, um dos grandes nomes da música brasileira. Ele também se disse surpreso com a ausência de seu nome nos créditos de "New Love" quando o brasileiro a regravou.

Apesar disso, depois de conhecer a extensa obra de Tim Maia, Roger Bruno conta ter se impressionado com a carreira do ex-colega Jimmy. "O impressionante é que o timbre da voz dele permaneceu praticamente o mesmo após tantos anos e muitos excessos".

Tim Maia (primeiro à dir.) com seus colegas na The banda Ideals, nos anos 1960, nos EUA
Fonte: Folha de São Paulo


Post por Albertina Guanabara

terça-feira, 7 de maio de 2013

Tim, o queridinho das propagandas


As músicas de Tim Maia são conhecidíssimas e, mesmo após sua morte, continuam fazendo grande sucesso. Com letras marcantes, as agências de publicidade logo perceberam que as músicas de Tim dariam ótimos jingles para as suas campanhas publicitárias.

Cinco comerciais que marcaram pelas músicas de Tim Maia:

1) Comercial Publicitário das sandálias Rider – 1993



2) Novamente as sandálias Rider usam a música de Tim Maia (na voz de Lulu Santos) na sua campanha – 2008



3) Comercial da Pepsi, com a música "Você" - 2009



4) Vejam só que bacana a idéia da Intel para vender seus processadores – 2011



5) Tim sempre foi o queridinho das propagandas, veja a campanha da Antarctica Sub Zero – 2012



Post por Lais Pereira

A história da música "Azul da Cor do Mar"

Em 1969, Tim Maia ainda era um anônimo. Estava procurando um lugar para morar e foi pedir abrigo ao seu amigo Fábio, um cantor paraguaio que estava fazendo sucesso. Fábio dividia com seu empresário, Glauco Timóteo, um apartamento na rua Real Grandeza, em Botafogo, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro. Lá era um entra-e-sai de meninas devido ao sucesso do cantor paraguaio.

O apartamento era de dois quartos, um de Fábio e outro de Glauco. Restou para Tim o velho sofá da sala, chamado de dromedário, no qual ele passou a dormir.

O movimento intenso de mulheres continuava, com Glauco e Fábio aproveitando o sucesso e a juventude.

Já Tim Maia ficava sempre sozinho, vendo todas aquelas garotas entrando nos quartos com Fábio e Glauco. Ouvindo risos, gemidos e gritos, Tim ligava o gravador e cantava com tristeza e raiva, chegando até aos prantos.

Até que Fábio e Glauco viajaram com os músicos para shows em Salvador e Recife, deixando Tim Maia solitário em casa. Logo, ele abandonou o dromedário e passou a ficar na cama de Glauco. Na parede em frente à cama havia um pôster colorido de uma morena, contra o mar azul do Taiti. Tim, se sentindo muito só, pegou no violão e começou a cantar.

Quando Fábio voltou da viagem, Tim Maia ligou o gravador e disse que tinha feito uma música inspirado no pôster. A canção era "Azul da Cor do Mar".

"Mermão!", gritou Fábio, que, abraçando Tim, completou: "tu acabou de fazer a música da tua vida!".
"Azul da Cor do Mar" se transformaria em um dos grandes sucessos de Tim Maia.


A música "Azul da Cor do Mar":



O programa "Por Toda a Minha Vida" sobre Tim Maia, da Rede Globo, apresenta a história de "Azul da Cor do Mar". A história da música começa a partir de 0:18:10. Abaixo, o programa completo:





Fonte: Livro Vale Tudo. Tim Maia - Nelson Motta

Post por Daniel Trigueiros

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Leo Maia – O filho de Tim


No dia 11 de março de 1976, Tim Maia foi pai, pela segunda vez, de um menino. O filho chamado Márcio Leonardo, popularmente conhecido como Leo Maia, conta que no dia em que nasceu, nosso querido cantor fez uma festa junto a dois amigos na maternidade em que veio ao mundo, localizada no bairro de Botafogo – Rio de Janeiro.

Leo afirma que Tim foi o responsável por introduzi-lo à música, ensinando-o a tocar violão aos 7 anos de idade. Segundo o cantor, ser filho de Tim Maia não é fácil. Porém, acredita que os dois – pai e filho – têm uma ligação espiritual muito forte, e diz sentir muito orgulho do Síndico da MPB - que já foi entregador de marmitas e chegou a gravar uma música para Leo e seu irmão Telmo. A canção “Márcio Leonardo e Telmo” está presente no álbum Tim Maia, lançado em 1976.

Márcio Leonardo chegou a cursar uma faculdade de direito, mas com a morte do pai, em 1998, percebeu que não tinha motivos para concluir o curso, já que só o fazia para administrar a carreira do pai.

Em 2005, lançou seu primeiro álbum Cavalo de Jorge, onde trouxe 13 faixas numa mistura de pop rock com sotaque de black music. Em 2008, o segundo disco de Leo foi lançado. Cidadão de Bem tem no repertório muita black music, soul e rock. Em 2009, Sopro do Dragão foi lançado. O terceiro álbum do cantor, traz batidas de funk e soul.

No dia 13 de abril de 2013, Leo fez um show numa casa noturna da zona sul de São Paulo, no qual fez uma homenagem a seu pai Tim Maia.


Post por Gabriela Albuquerque

Os 70 anos de Tim pelo mundo

Foi lançada nos Estados Unidos a coletânea The Existencial Soul of Tim Maia - Nobody Can Live Forever. Uma versão em CD e uma tiragem super especial e limitada em vinil duplo! São 15 faixas, todas gravações de Tim.
Em 28 de setembro de 2012, o nosso querido Síndico completaria 70 anos e, por isso, a gravadora Luaka Bop resolveu prestar essa homenagem.
Uma verdadeira comemoração ao redor do mundo foi organizada e as primeiras cidades a celebrar foram:
Nova York, Los Angeles, San Francisco, Portland, Washginton D.C, Chicago, Londres, Gotemburgo, Lisboa e Melbourne, com muita soul music brasileira e muita festa.
Até no famoso The New York Times, Tim Maia foi notícia.
Uma prova da importância de Tim para a música brasileira. Um verdadeiro gênio que continua cruzando fronteiras.






Post por Luís Felipe

A presença de sua ausência

Ter ido a um show de Tim Maia foi uma uma experiência incrível e visceral para mim.

Sua presença era única, sua voz inconfundível, suas piadas de mau gosto, especiais . Realmente, indescritível. Agora, o que dizer de ter ido a um show de Tim Maia em que ele não apareceu? Muitas pessoas, eu diria a maioria das delas, que fossem a um show em que o artista não tivesse aparecido, teriam ficado revoltadas e exigido o seu dinheiro de volta. Mas no meu caso, ou melhor, no caso de Tim, isso era apenas parte do grande espetáculo que foi sua carreira.

Conhecido por sempre atrasar e, por vezes, nem comparecer aos seus shows, ter presenciado sua ausência só me aproximou e me fez admirar mais esse cara tão autêntico. Tim era f...!!

Com todos os (bons e maus) significados que essa palavra possa ter.

Tim faz parte da minha vida desde muito criança. Minha casa sempre foi um lugar musical e ele fazia parte da trilha sonora quase que diariamente. Suas músicas embalaram muitos churrascos, festinhas, aniversários, enfim, pintava alguma oportunidade e lá estava ele com aquela voz maravilhosa adentrando, ou melhor, invadindo nossa casa. Na minha adolescência as coisas não foram muito diferentes. Já estava contaminada por sua música, já as conhecia quase todas, elas eram parte fundamental das minhas baladas, principalmente na hora da música lenta...Já dei muitos beijos graças ao Síndico...

E ainda hoje, tanto tempo depois, mesmo meio a tantas novidades musicais, ele permanece ali, intocável e irretocável. Sua figura ainda é polêmica mesmo depois de sua morte e o cantor continua sendo referência para muito artista. Sempre será. No bom e no mau sentido. Tim é o cara, sua ausência consegue ser tão forte quanto sua presença.


Post por Tatiana Magalhães

Tim Maia na Política



A biografia de Tim Maia, escrita por Nelson Motta, é um dos melhores livros publicados no ano de 2007. Se olharmos por critérios técnicos, o livro realmente é uma bagunça, assim como a vida do retratado, porém não deixa de ser muito divertido, de fácil leitura e bastante útil àqueles que desejam descobrir um pouco mais sobre a vida de um dos maiores intérpretes e compositores da MPB.

Uma passagem muito divertida é quando convidaram Tim Maia para entrar no PSB, onde seria o candidato a Senador pelo Rio de Janeiro.

Um trecho do livro diz que, ao ser perguntado por que escolhera o pequeno PSB, politizou o célebre aforismo brasileiro: “O Brasil é o único país onde, além de puta gozar, cafetão ter ciúme e traficante ser viciado, pobre é de direita”.

Tim Maia se filiou ao PSB no ano de 1997, mas morreu em março de 1998, pouco antes de começar a campanha para valer.






Fonte: Blog Acerto de Contas


Post por Alessandra França de Moraes

Entrevista com Nelson Motta sobre o Síndico na antiga TV Cultura

Autor da biografia “Vale Tudo – O som e Fúria de Tim Maia”, Nelson Motta conta no programa Ensaio da antiga TV Cultura como foi o primeiro encontro entre Tim Maia e Elis Regina.

Para assistir, click nos links a seguir: Bloco 1 - Bloco 2 - Bloco 3


Tim Maia e Elis Regina



Post por Raphael Silva

terça-feira, 23 de abril de 2013

Novidades sobre a cinebiografia do Tim!

Após atrasos na produção devido a problemas no patrocínio, a cinebiografia que irá retratar a vida pessoal e profissional do cantor Tim Maia, que morreu em 1998, sairá em 2014. Dirigido por Mauro Lima e com a produção da RT Features, o filme começa a ser rodado no próximo mês.

Quem irá interpretar o cantor da adolescência até o período em que ele volta dos Estados Unidos é o ator Robson Nunes, que tem em seu currículo Malhação e outras novelas da Rede Globo. Já na fase adulta, quem irá encarnar o papel é o ator Babu Santana. Outro nome que está cotado para fazer parte do projeto é o do ator Cauã Reymond, que dará vida ao paraguaio Fábio, amigo e parceiro do músico na juventude.

O longa foi baseado no livro “Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia”, escrito por Nelson Motta e quem assina o roteiro é Antonia Pellegrino. A história passará por cinco décadas da vida de Sebastião Rodrigues Maia e há filmagens previstas no Rio e em Nova York.

O Blog Chama O Sindico aguarda ansiosamente essa obra nas telonas!



Babu Santana
Robson Nunes




Post por Felippe Pimentel

Juca Kfouri entrevista Tim Maia

A entrevista realizada em 1997 mostra toda a irreverência de um Tim Maia sincero e polêmico. No bate-papo comandado pelo jornalista Juca Kfouri, o síndico fala sobre a proibição de cantar na Rede Globo, política, música e muito mais. Confira:





Post por Raphael Silva

Tim Maia Racional - Parte 3

Tim Racional (e formidável)

Quem conhece, sabe: Tim Maia era um cantor, sem sombra de dúvidas, espetacular, mas o uso abusivo de drogas e álcool prejudicava, e muito, a sua carreira. Os atrasos em shows eram característicos de sua fama, isto é, quando ele comparecia. Porém, um dia Tim Maia ficou limpo.

Em 1974, Tim estava começando a produção de seu novo disco. As canções estavam prontas, porém, as letras ainda não haviam sido compostas. O cantor decidiu então visitar seu amigo, Tibério Gaspar e, enquanto esperava que este saísse do banho, começou a folhear um livro. Quando Tibério saiu do banho, Tim quis saber mais detalhes sobre o livro chamado “Universo em Desencanto”, que falava sobre a seita filosófico-religiosa Racional Superior, fundada por Manoel Jacintho Coelho em 1935.

Tim foi totalmente conquistado pela Cultura Racional, se converteu ao Universo em Desencanto, passando a usar somente roupas brancas e cortando da sua vida o álcool, o sexo e as drogas. Devido a sua personalidade forte, Tim converteu todos os membros da banda, com as mesmas proibições e ainda verificava se estes cumpriam as exigências. A mudança de antigos hábitos nada saudáveis do cantor permitiu que sua voz rendesse o máximo que podia. Tim cantava com paixão por acreditar cegamente na mensagem que transmitia.



Naquela época, houve um grande desentendimento com a gravadora, pois o cantor não conseguiu convencer os seus empresários a acreditar naquilo que parecia ser a resposta para todas as suas perguntas. Portanto, Tim criou sua própria gravadora e lançou os dois discos que seriam considerados raridades algumas décadas depois.

O intuito dos álbuns era exaltar a Cultura Nacional, as letras citavam constantemente o livro “Universo em Desencanto” e sua influência na vida de Tim. Como exemplo, um trecho da música “Bom Senso”, terceira faixa do primeiro volume do “long-play” Tim Maia Racional:

“Já virei calçada maltratada/ E na virada quase nada/ Me restou a curtição/ Já rodei o mundo quase mudo/ No entanto num segundo/ Este livro veio à mão/ Já senti saudade/ Já fiz muita coisa errada/ Já pedi ajuda/ Já dormi na rua/ Mas lendo atingi o bom senso/ A imunização racional.”





Porém, essa fase já estava acabando. As apresentações eram cada vez mais escassas, a banda só se apresentava para os participantes do culto e os shows com cachê eram raríssimos. Em setembro de 1975, Tim teve uma recaída, tirou e queimou as roupas brancas, foi para a janela completamente nu, gritando aos quatro ventos que Manoel Jacintho era um pilantra.

Após o ocorrido, essa fase passou a ser negada pelo cantor. Por melhores que seus álbuns fossem, seriam considerados motivo de vergonha por Tim. Hoje os álbuns são facilmente encontrados, sendo o álbum Tim Maia Racional Volume 1 o 17º álbum mais importante da história da música brasileira, eleito pela edição brasileira da revista Rolling Stone.


Post por Aline Viriato

A história por trás da música "Gostava Tanto de Você"

Muitas são as lendas que regeram a vida do polêmico Tim Maia. Uma delas é em torno da música "Gostava Tanto de Você", composta pelo então amigo do cantor Edson Trindade, falecido em 05 de fevereiro de 1993.

Bem sabemos que todo compositor busca inspiração para realizar o seu trabalho. A letra dessa música nos leva a acreditar que o compositor se inspirou em uma desilusão amorosa quando, na verdade, trata-se de um pai que perdeu um filho(a). Não precisa ser inteligente para perceber que a letra fala sobre uma profunda perda.

Não há informação segura de que o compositor Edson Trindade tivesse perdido alguma filho(a), ao contrário do cantor Tim Maia, que perdeu uma filha de 15 anos num acidente de carro - assim conta a lenda.

Embora só viesse a ser gravada em 1973 no LP "Tim Maia", “Gostava Tanto de Você” é do final dos anos 50 e fez muito sucesso já naquele ano. O compositor Edson Trindade era amigo de Tim desde 1957, quando participaram juntos da banda de rock "Os Sputnicks" e, em 1958, do conjunto "The Snakes", também ao lado de Roberto e Erasmo Carlos e Arlênio Gomes.

Porém, durante a minha pesquisa, feita com base em vários sites, descobri que existem muitas contradições em torno do assunto, pois uns dizem que quem perdeu o filho(a) foi Tim Maia e outros que foi Edson Trindade quem sofreu a perda. Portanto, prefiro parar por aqui.
Ninguém sabe ao certo o porquê que o levou a escrever essa letra, então a interpretação fica em aberto, o que deixa tudo bem mais interessante.


Então, vamos à música:


Gostava Tanto de Você
Tim Maia
Compositor: E. Trindade


Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou em minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver pra não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Não sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou em minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver pra não lembrar


Post por Jorge Chaves

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Tim Maia Racional - Parte 2

 O Universo em Desencanto de Maia

Tim como todo artista era sensível e buscava entender o mundo. Grande parte de suas  músicas eram profundos desabafos de solidão e busca por auto conhecimento. É como se tudo o que sentisse fosse tão forte que ele não podia dar conta sozinho e, por isso, cantava para o mundo “Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir. Tenho muito pra contar. Dizer que  aprendi”, assim como deixava explícito em uma de suas músicas.

Tim Maia era ateu, praticamente não acreditava em nada. Seu amigo Paulinho conta que uma vez  ele o ligou falando que precisava lhe contar uma coisa. Quando chegou a casa do músico, viu uma coisa raríssima: Tim lendo um livro. Então, o cantor começou a contar para Paulinho que tinha conhecido o “Universo em Desencanto”. O amigo achou que ele estava viajando, como de costume, mas desta vez, Tim estava sóbrio.

A profunda sensibilidade e a busca por respostas fez com que Tim ingressasse nessa seita, que tem a concepção de preparar os humanos para entrar em contato com seres extraterrenos. Ele, que já tinha interesse por ufologia e questões místicas, usou as filosofias do Universo em Desencanto para se aprofundar. O músico teve que se dedicar a esse conhecimento através da leitura, somando quatro livros lidos e relidos. A seita veio a acrescentar muito conhecimento ao cantor, que a descreveu da seguinte forma:“Nós somos originários de um planeta distante e perfeito e estamos na Terra exilados. Aqui nós vivemos na animalidade, sujos e magnetizados, sofrendo nesse vale de lágrimas. A única salvação é a imunização racional, que se conquista lendo o livro e seguindo seus ensinamentos. Só assim podemos nos purificar e ser resgatados pelos discos voadores de volta ao nosso planeta de origem: O Racional Superior.”

Ele parecia pleno em suas idealizações. Cantava “Que beleza é poder curtir a natureza. Ter certeza de onde vem e pra onde vai”. Cortou o cabelo, raspou a barba, o que o deixou parecendo outro homem. Porém, se frustrou ao se dar conta que apesar de a proposta do Universo em Desencanto ser a evolução, a seita estava sendo liderada por pessoas inescrupulosas que não estavam de fato em busca desse propósito. Eles usaram a fama do cantor para promover a filosofia deles, visando apenas a fama e o dinheiro.Um álbum inteiro foi gravado difundindo os conceitos do Universo em Desencanto. Tim estava totalmente imerso nessa busca e fez de tudo para divulgá-la. Quando percebeu que estava lidando com charlatões, deixou o cabelo e a barba crescerem e nem quis mais se lembrar desse tempo.

Essa foi uma parte de Tim, um homem sensível que buscava a evolução. Mas a vida dele foi  inteira permeada por escândalos e desacatos. Se as raízes da sua fúria podem ser tanta sensibilidade sem controle emocional ou descontentamento com o mundo, não é possível saber. Mas sem dúvida, ele era um homem de contradições, escândalos e questões profundas e expressava tudo isso em suas músicas que ainda hoje tocam multidões.

Conheça a música "Universo em Desencanto"

Assista ao vídeo de Tim dando uma entrevista ao Jô Soares sobre a seita Universo em Desencanto. Click aqui

Fontes:
Livro: Vale Tudo. Tim Maia – Nelson Motta
Tim Maia Vale Tudo – O Musical


Post por Marcelle Bottini

Entre a extravagância e a formalidade: o figurino de Tim

Tim Maia sempre surpreendia nos figurinos. Uma hora usava trajes excêntricos, como suas famosas roupas metálicas brilhantes, outra, roupas mais formais, como nesta foto publicada numa revista em que ele dizia que iria criar um partido para "pôr ordem no país".

Em breve aqui no blog um post sobre os figurinos do nosso Síndico!


Post por Larissa Acosta

domingo, 14 de abril de 2013

O primeiro disco da carreira de Tim Maia



Quando lançou seu primeiro álbum no início da década de 1970, Tim Maia havia gravado apenas dois compactos, com músicas de sua autoria. Foi Nelson Motta, produtor musical, quem ajudou o então pouco conhecido Maia, após ter escutado a canção Primavera. Motta, que gostou muito do trabalho e da pessoa de Tim, o colocou em contato com Elis Regina, com quem gravou These are the songs, no ano de 1969. Isso chamou a atenção de sua gravadora, a Polydor, que acelerou o processo de gravação de seu primeiro disco.

Tim Maia é o primeiro álbum de estúdio gravado pelo cantor e compositor brasileiro de mesmo nome e foi lançado em 1970 pela Polydor, selo da antiga gravadora Polygram. O disco foi bem recebido pelo público e foi um dos mais vendidos do ano seguinte ao seu lançamento. Contém clássicos da carreira de Tim como Azul da Cor do Mar e Primavera. O disco contém uma mistura de rock e soul e foi eleito em uma lista da versão brasileira da revista Rolling Stone como o 25º melhor disco brasileiro de todos os tempos.



Post por Lara Braga

O culto ao Tim Maia místico - Revista Época

Matéria especial da revista Época comentando a fase religiosa do Tim Maia.





Post por Raphael Silva

As 10 melhores frases de Tim Maia

1. “Hoje, sou latino, mas em Nova York eu era preto mesmo.”

2. “O que nós temos de melhor no Brasil são a música, o futebol, o jogo do bicho, a batata doce e o baseado – temos que exportar isso. E ainda temos o Maguila, que vai matar o Mike Tyson. De susto, mas vai.” – em sua divertidíssima entrevista de lançamento de sua ‘candidatura’ a prefeito da Barra da Tijuca pelo PLG – Partido Liberou Geral.

3. “Fiz uma dieta rigorosa. Cortei álcool, gorduras e açúcar. Em duas semanas, perdi 14 dias.”

4. “Dos artistas do Rio, metade é preto que acha que é intelectual e metade é intelectual que acha que é preto.”

5. “O Brasil é uma terra de mestiço pirado querendo ser puro-sangue.”

6. “Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita.”

7. “No meu disco de bossa nova, gravei Garota de Ipanema em inglês sim. Em português, até o Dom Helder Câmara já gravou. Só falta mesmo o delegado Romeu Tuma fazer uma versão também.”

8. “Dizem que maconha vicia. Eu acho que é mentira. Tem um amigo meu que fuma há 25 anos e até hoje não é viciado.”

9. “Não saio com mulheres famosas porque não pago acima da tabela.”

10. “Quando soube que o Prince pediu 180 toalhas no camarim pra tocar no Rock in Rio, passei a pedir 18 toalhas por show. Ou seja, pedi 10% do Prince pra ver se fico mais valorizado.”


Fonte: Revista Club Alfa


Post por Lais Pereira

terça-feira, 9 de abril de 2013

Ausências em shows marcaram carreira de Tim Maia

Uma das maiores lendas sobre Tim Maia diz respeito ao hábito recorrente de não aparecer em suas próprias apresentações. Em alta no meio artístico, seus shows lotavam as casas de espetáculos, mas não foram poucas as vezes em que eles acabaram sendo cancelados em cima da hora. O motivo, conforme confirmou o amigo e produtor musical Nelson Motta, era o abuso de drogas.

Autor do livro "Vale Tudo" (2007), que conta a vida do cantor, Motta revelou que a situação muitas vezes passava do controle. "Tim geralmente faltava a shows porque estava derrubado pelo que chamava de triátlon – uma maratona de uísque, cocaína e maconha. Muitas vezes, mesmo em condição precária, ele estava até com vontade de cantar, mas não havia voz", contou na publicação.

O hábito pouco profissional do músico lhe rendeu caro: em sua carreira, foram quase 300 processos judiciais movidos por empresários, casas noturnas e pessoas que alegavam parceria com o cantor. O número foi levantado pela revista Veja, que confirmou a informação com Júlio César Figueiredo, advogado dos herdeiros de Tim: "Ele poderia ter ganhado muitos desses processos, mas jamais compareceu às audiências".

Uma das ausências que mais repercutiram foi no programa "Domingão do Faustão", exibido pela Rede Globo. Após anunciar a participação do cantor durante toda a semana, ele simplesmente não apareceu na gravação. Em represália, a emissora proibiu a participação de Tim em seus programas. "Nem no fundo musical do Xou da Xuxa eu posso cantar. Assim as crianças crescem sem saber quem foi Tim Maia", brincou o cantor na ocasião.

Antes disso, em 1986, ele também acertou a participação no especial "Chico e Caetano" e chegou a comparecer ao ensaios, mas não foi no dia da gravação. Para não perder o encontro inédito de Tim Maia com Chico Buarque e Caetano Veloso, a Globo optou por exibir trechos do ensaio. Relembre:


Post por Felippe Franco

Tim Maia Racional - Parte 1


Conhecido por sua personalidade forte e, às vezes, até grosseira, Tim Maia se rendeu aos ensinamentos de uma seita misteriosa, que mudou temporariamente o seu comportamento e a sua forma de enxergar o mundo. 
O que essa seita tinha de tão especial e esclarecedor? Foi o que alguns alunos da nossa equipe se perguntaram.
Descubra nesta série de matérias algumas respostas a respeito dessa fase da vida do nosso Síndico!

Larissa Acosta



Tim Maia Racional 

A década de 70 foi um período místico na música brasileira. Foi nessa época que Jorge Ben lançou "A Tábua de Esmeralda" e "África Brasil", álbuns que falavam de alquimia e outros mistérios medievais. Entretanto, os mais polêmicos lançamentos dessa fase esotérica da MPB, foram os discos "Racional Volume 1" e "Volume 2", gravados por Tim Maia.

Em julho de 1974 Tim estava em fase de  produção de seu novo disco. As músicas estavam praticamente prontas, faltando apenas as letras. Um belo dia, durante uma visita a Tibério Gaspar, Tim pegou emprestado do amigo o livro "Universo em Desencanto" de Manoel Jacintho Coelho, também fundador de uma crença chamada de Cultura Racional.

A partir daí, Tim quis saber mais detalhes sobre o que acabara de ler. Dias depois, queria dividir com as pessoas,  o que tinha aprendido com o livro cuja base filosófica era: “Nós somos originários de um planeta distante e perfeito e estamos na Terra exilados. Aqui, nós vivemos na animalidade, sujos e magnetizados, sofrendo nesse vale de lágrimas. A única salvação é a imunização racional, que se conquista lendo o livro e seguindo seus ensinamentos. Só assim podemos nos purificar e ser resgatados pelos discos voadores de volta a nosso planeta de origem: o Racional Superior.”

Pouco tempo depois, Tibério levou Tim à Baixada Fluminense para conhecer o mestre Manoel Jacintho Coelho sumo sacerdote do Racional Superior, que psicografava os livros e comandava os rituais de leitura, doutrina e purificação.

Tim ficou alguns dias isolado, em processo de conversão à “seita”, participando por exemplo, de rituais de leituras do livro em coro, vestido completamente de branco.

Quando voltou, reuniu sua banda e foi pra São Paulo para fazer o show de abertura do Teatro Bandeirantes.

Antes da última música do show, Tim Maia agradeceu a todos e disse, que estava lendo um livro muito importante e gostaria de recomendá-lo a todos, e em seguida, finalizou com os versos:

 “Uh, uh, uh, que beleza
Que beleza é sentir
A natureza…”

Deste momento em diante, Tim tornou-se um novo homem. Mudou o visual, raspando o bigode e cortando o cabelo e passou a vestir-se apenas de branco. Abdicou também de seus prazeres preferidos: drogas, bebidas e sexo por segundo ele, se tratarem de “coisa do demônio” e adotou uma dieta rigorosa que não incluía carne vermelha.


Tim Maia na fase esotérica
Tim Maia na fase esotérica


Como conseqüência destas mudanças radicais, não apenas perdeu peso  como também sua voz estava melhor do que nunca. Após melhorar a letra de “Que Beleza”, Tim levou a fita para seu mestre,  Manoel Jacintho.

Enxergando a grande visibilidade que a canção traria para a Cultura Racional,  Manoel o incentivou a mudar todas as letras do disco. Nascia ali o disco renegado de Tim Maia, o “Tim Maia Racional”.
Mas havia um problema: a gravadora de Tim (RCA) não queria lançar o disco, pois além de estarem vivendo numa época de repressão cultural e política, não estavam dispostos correr o risco de ver o disco censurado, causando um prejuízo incalculável.

Nascia assim a Seroma Discos, fundada pelo próprio Tim e batizada com seu nome (Sebastião Rodrigues Maia).

No entanto, os músicos sofriam com a conversão e fanatismo de Tim, já que não partilhavam do mesmo entusiasmo. Além de lerem livros chatos, também tinham que seguir as regras impostas por Tim, como por exemplo: vestir apenas roupas brancas, não beber, fumar e/ou fazer sexo a não ser com o propósito de procriação.

Os tempos de Tim Maia Racional resultaram em pouquíssimas apresentações e cachês reduzidos. A banda praticamente só tocava para os participantes da crença, que eram também basicamente quem comprava os discos.

Quando os discos chegaram à imprensa e às rádios, ninguém entendeu nada. “Que Beleza” agradou um pouco, mas o restante das músicas foi sumariamente ignorado. A crítica pegou pesado com o disco e as lojas não queriam ter com nenhuma cópia.

No dia 25 de setembro de 1975, Tim Maia teve uma “desiluminação” e abandonou a seita no seu velho estilo: quebrando tudo.

Depois dessa desilusão, Tim sempre pareceu sentir muita vergonha do período Racional, renegando os dois volumes lançados em 1975. Para ele, aquele era um episódio de sua vida que não deveria nunca mais ser lembrado por ninguém.

Hoje em dia, as letras Racionais soam curiosas e até divertidas, principalmente para quem conhece um pouco sobre a figura excêntrica e impulsiva de Tim Maia.


Post por Luciana Nascimento

Homenagem ao Tim no Quiosque Globo Rio

Dono de um vozeirão inconfundível, Tim Maia subiu ao palco pela última vez em 1998, deixando uma saudade que já dura 15 anos. No último dia 15, o Quiosque Globo Rio, na Praia de Copacabana, fez uma homenagem a esse grande músico, que foi e ainda é um dos mais queridos e influentes do Brasil. Ao som da banda Vitória Régia, com quem o cantor se apresentou por 22 anos, as pessoas puderam matar a saudade deste ilustre artista, que deixou sua marca na vida de todo o mundo.








Post por Isabella Brasil

Tim: engraçado e polêmico

Que Tim Maia era uma pessoa engraçada e imprevisível, nós já imaginávamos. Octávio Canto – engenheiro de som e produtor musical – já dividiu o palco com esta ilustre figura da musica brasileira e trabalhou com alguns dos seus músicos. Ele conta que após a passagem de som, Tim Maia sempre dava o "ok", porém, durante o show, fazia insistentes pedidos de graves, médios e agudos. E mesmo que se fizesse o que ele pedia, Tim continuava a insistir nessas reivindicações.

Além disso, o produtor musical nos contou uma história engraçada sobre o cantor. Mac Wiliam, amigo de Octávio e um grande baterista, certa vez foi indicado para tocar com o Síndico. Mac já tocou com grandes músicos como Fernanda Abreu, Flávio Venturini, Lulu Santos dentre outros, e foi feliz para o ensaio. Chegando lá, ele começou a montar a sua bateria. Ao colocar o pedal que toca o bumbo, resolveu testá-lo dando um simples toque, para verificar se a posição estava ergonomicamente confortável. Foi então que Tim falou: - "Esse rapaz não sabe tocar bateria! Troquem o baterista." Mac Wiliam sequer teve a chance de mostrar o seu trabalho, apenas experimentou a posição do pedal. Por fim, o baterista foi embora e nunca mais voltou.

Óctávio Canto afirma que admira o cantor como artista e que gostaria de não ter só divido o palco com Tim Maia, mas também de ter trabalhado diretamente com o músico, que merece ser lembrado e respeitado não apenas como artista, mas também como pessoa.


Entrevistado: Octávio Canto – Engenheiro de Som e Produtor Musical.


Post por Gabriela Albuquerque

sexta-feira, 5 de abril de 2013

“Do leme ao Pontal” no MAM

A festa carioca em homenagem a Tim Maia e a outros grandes nomes da Música Popular Brasileira, já tem data, hora e local marcado. O evento ocorrerá no dia 20 deste mês, às 10h da noite, no Museu de Arte Moderna, no Aterro do Flamengo, e contará com o tradicional Open Bar e diversas atrações que serão divididas em duas pistas: Do Leme e Ao Pontal.

A presença da ‘Banda Vitória Régia’ à celebração é garantida. O show da banda que acompanhou o “Síndico” da MPB está previsto para acontecer às 2 h e 30 min na pista do Leme.

Os ingressos já estão à venda e podem ser comprados pela internet no ingressocerto.com ou nos pontos de venda das Lojas FARM (Ipanema, Rio Design Leblon e Village Mall) e nos Postos BR (Piraquê e Bouganville).

Para ver a programação completa e os valores do ingresso é só clicar aqui.



Post pot Aryanne Dos Santos

Um síndico imprevisível

(Foto: Revista Brasileiros)

 Em Março de 1998, a música popular brasileira sofria uma grande perda. Em Niterói, Tim Maia havia acabado de falecer devido a uma infecção generalizada. O cantor foi sem dúvida uma das figuras mais importantes para a música e cultura brasileiras. Nascido no Rio de Janeiro, Tim Maia cantou, produziu, empreendeu, foi maestro e multi-instrumentalista, teve seu trabalho definido como mais de 6 tipos de ritmos musicais e influenciou grandes nomes da música brasileira como Marisa Monte, Lulu Santos e Os Paralamas do sucesso. 
Quinze anos depois de sua morte, Tim Maia continua presente na mídia e na cultura brasileira, talvez tanto quanto em vida. Em 2007, O jornalista e produtor musical Nelson Motta lançou uma biografia do cantor que conta a história de sua vida acompanhada de perto por ele, que foi amigo pessoal de Tim Maia por mais de vinte anos. A obra ganhou prêmios e ficou um bom tempo em primeiro lugar na lista de biografias mais vendidas do Brasil.

Em 2009, Nelson Motta juntou-se a João Fonseca para criar “Vale Tudo”, peça musical baseada no livro previamente escrito por Nelson. Sucesso de crítica e público, a peça, ainda em cartaz no Teatro NET, atingiu recordes de bilheteria para o gênero musical no teatro brasileiro.

Não restam dúvidas de que toda essa repercussão atemporal de sua arte tem muito a ver com a genialidade de Tim Maia. Como todo grande gênio e produtor criativo que deixa sua rica marca no mundo, Tim tinha muitas características de personalidade e experiências vividas um tanto “excêntricas”. Esse jeito único casado com a qualidade de sua música, fizeram do nome Tim Maia um alimento do qual não se consegue enjoar para a mídia e o grande público.

Tim deixou um legado de “insanidade” que não veio como consequência da fama apenas, mas que já datava da época quando ainda era moleque e vivia na Rua Afonso Pena, na Tijuca. Na sua adolescência, Tim entregava quentinhas provenientes da pensão de seu pai, Altivo Maia, no bairro e uma das casas que pediam o serviço com frequência era a de Erasmo Carlos, seu amigo na época e também interessado por um futuro profissional na música. Em certa ocasião, Erasmo reclamou do atraso na entrega das quentinhas e Tim Maia, revoltado, perseguiu o amigo pela rua com um pedaço de ferro nas mãos.

Ainda antes da fama, Tim Maia morou nos Estados Unidos. Lá ele estudou inglês e até trabalhou em lanchonetes para entrar em contato com a música. Foi então que se identificou com a Soul Music e entrou para uma banda chamada “The Ideals”. Entretanto, o cantor não aproveitou seu tempo só de forma cultural. A viagem foi marcada por muita bebida, muitos baseados e cinco prisões que envolviam desacato, bebedeira e até roubo de gasolina em um posto. Na quinta prisão, ele se envolveu em uma briga com outro penitenciário que acabou tendo sua orelha “devorada” por Tim Maia. Transferido para outra prisão, ele conheceu pelo rádio a música do então jovem de 12 anos, Stevie Wonder, enquanto tremia de medo pela cadeira elétrica aplicável no estado da Flórida. Quando o carcereiro chamou por “Maia” e o levou ao juiz, Tim foi deportado de volta para o Brasil, onde começaria sua carreira com o álbum “A onda é o Boogaloo”, que finalmente traria o soul para o movimento da jovem guarda. Seu grande sucesso poderia estar apenas começando, mas as loucuras de Tim já eram bem antigas e continuaram o acompanhando pelo resto de sua carreira, fazendo que o público o amasse por seu jeito tão excêntrico e polêmico.


Referências:
· Folha Dirigida – Livraria da Folha : Crítica da Biografia- - Vale Tudo, por Nelson Motta
· Revista QUEM, Matéria “As 7 Loucuras de Tim Maia”
· Vale Tudo. Motta, Nelson (2007, Objetiva)


Post por Rafael Lundgren